Terça-feira, Novembro 14, 2006

Mais um cigarro meio aceso, meio apagado, fumado lentamente na esperança de ver os ponteiros de um relógio que não existe darem mais uma volta, e finalmente te ver.
Conversas soltas sem sentido, uma qualquer música e um jornal aberto só para enganar os olhos, e a ti que quero ver, nada.
Sinto um arrepio nesta tarde melancolicamente gélida, e continuo na ilusão de abraçar o teu regaço e me aquecer. Aquecer também o corpo, mas sobretudo aquilo a que alguém apelidou de coração. O meu, negro como a roupa que trajo, vai ficando mais amolecido e de cores que me pensava esquecidas.
Então vi-te, Filha da Puta que me consomes com um só traço desse teu esguio corpo.
Preferia-te nua comigo num leito de desejo e perdição, mas ver-te apenas chegava-me neste momento.

2 Comentários:

Às 9:08 PM , Anonymous NunoCosta disse...

epa k desgosto... mas quando é k começas a ser um homem a serio? deixa de levar no cu pandeleiro!!!

 
Às 2:35 AM , Blogger __leaving_to_live__ disse...

Sentimentos poderosos levam a actos poderosos. Já desistiu de tentar? :)

Sem força e sem persistência apenas se chega ao relógio e ao jornal.
Há mais de onde essa veio!

 

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