Sábado, Novembro 11, 2006

Ardo em aflição e castigo-me. A mim e a ti sem que o saibas.
Perco os raciocínios a pensar naquilo que não quero pensar, naquilo que exalta o que sinto, penso sentir, não quero sentir, e desejo-o tanto que me dói.
Lia hoje o jornal e todos os títulos eram teus, teus e não meus, não nossos porque isso me é inconcebível, mas és-me implacável e hoje não me permites que viva. Respiro o cheiro do teu corpo, engulo a tua carne, regalo o teu nome. Não tinhas esse direito! Não tinhas o direito de entrar em mim, me pedires a minha boca e nunca a minha alma. E para quê? Para me mutilar? Só para que me doa? Para me angustiar até que vomite?
Não te quero, não me queres, não nos queremos e então porque é assim?

Quero-te, e por isso e só por isso talvez seja apenas estúpido.

3 Comentários:

Às 8:29 PM , Anonymous NunoCosta disse...

fdx deixa de ser pandeleiro e porta-te como um homem!!! deixa de escrever essas pandeleirisses!!! maricao!

 
Às 2:38 AM , Blogger __leaving_to_live__ disse...

ri melhor quem ri por último. sensibilidade faz-nos sentir próximos. orgulho afastado.
cada ovelha procurará sua parelha.

eu sou lamechas, certamente que saboreio cada linha, como se de mim falasse. graças a deus nao suspiro agora por ninguém. =P

 
Às 1:02 AM , Blogger JCarvalho disse...

O texto é tanto teu, quanto meu Leaving, se te sabe bem, regala-te com ele, como eu me regalei um dia.

 

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