terça-feira, março 27, 2007

Estou a pensar trocar a "moradia" do blogue para este aqui. Ainda não é nada definitivo, mas a ver vamos.

segunda-feira, março 26, 2007

Indescritível


Há experiências que nos fazem vibrar. Outras há que nos tornam, ainda que por meros segundos, verdadeiramente vivos. Há experiências apenas e só indescritíveis. Conduzir uma Suzuki GSXR1300 Hayabusa Turbo é isso mesmo, indescritível.
Esta mota consegue atingir qualquer coisa como 360Km/h. e ainda dar um pouco mais de si, qualquer coisa como mais 1000 rotações/m., e só por aí já podem ver o quão diferente é conduzir algo assim comparado a tudo aquilo que podem imaginar.
Com um preço bastante acessível, espero por alturas de veraneio poder, eu mesmo, ter em minhas mãos este colosso da engenharia mecânica, e se após isso deixar de por aqui vir, então despeço-me da vida (sim porque tenho toda a consciência que é poder a mais nas minhas tresloucadas mãos) com um sorriso nos lábios, por ainda que por breves momentos ter podido conduzir a mota dos meus sonhos.


(Como podem ver o velocímetro já está no nó, e o motor ainda tem mais 2000 R/m. para dar. E só um aparte, o velocímetro de fora, isto é aquele que nesta foto é visível, está em milhas e não em quilómetros)

terça-feira, março 06, 2007

Evoluir

Aqui fica uma questão incontornável.

A tecnologia que construirmos estará para sempre impregnada de humanismo. Deixando de sermos meros humanos, ou seja destruindo a nossa espécie (física), delegaremos o futuro nas mãos de seres desprendidos da complexidade biológica. Isto poderá permitir que possamos evoluir de forma imaterial, apenas como seres pensantes. Evoluindo sem amarras fisiológicas. Atingindo um verdadeiro estado Dharma.
Mas, sem morte à vista, pergunto, evoluir para onde? para quê? e porquê?
Nelson Zagalo

A Fotografia fascina(-me)

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

:Zero Um

:Zero Um, a curta-metragem produzida pelos Zurras vai estar dia 13 de Março no Cine Clube de Olhão a abrir Little Miss Sunshine. Não esquecer que se encontra disponível para todos que a quiserem ver aqui.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

3 livros a não perder


Dias exemplares de Michael Cunningham é um romance que combina o passado, o presente e o futuro numa verdadeira encruzilhada mágica de palavras.

Em A nova Desordem Mundial de Tzvetan Todorov é tomada uma visão crítica e apartidária do mundo em que vivemos. Excelente para uma melhor compreensão da conjuntura mundial actual.

A Teoria do Céu de Immanuel Kant, publicada por alturas do bicentenário da sua morte é uma das obras mais impressionantes do filósofo de Könisgberg, na qual aborda a origem mecânica do universo reformulando por completo as teorias cosmológicas do século XVIII.


3 discos para ouvir mais uma vez


The Doors – The Best Of The Doors Special Edition, 2002. Mais uma compilação de algumas das melhores músicas de um grupo inesquecível, onde não faltam temas fantásticos como Light My Fire, Riders On The Storm ou Break On Through (to the other side).

Pink Floyd – Pulse, 1995. Uma das bandas mais marcantes do século XX, tem em Pulse um cd duplo, no qual para além de estarem reunidas todas as grandes músicas de Pink Floyd, está também a inédita Run Like Hell cantada propositadamente para esta compilação.

Metallica – Master of Puppets, 1986. É muito provável que esta seja a melhor banda de metal de sempre, e também é muito provável que este seja o seu melhor disco. Imperdível.

sábado, fevereiro 24, 2007

Porque às vezes são precisas palavras

"Um momento de perfeição valer-me-ia mais que toda uma vida de medianismo"

Porque às vezes não são precisas palavras

segunda-feira, novembro 27, 2006

Vejo-te porque me deslumbras
Esse teu ar altivo e fugaz reduz-me a pó
Sem que o saibas desejo-te,
Amo-te por dentro como quem morre e sofro por não morrer
Canso-me em buscas
E tu atropelas o meu corpo
Estás para além do alcançável e não te dás
Vives airosamente,
Qual Rainha
Sofro
Apaixono-me
Infelicidade, vi-te
Não sais de mim, e eu quero entrar em ti
Calculista
Abraça-me uma só vez e te detestarei
Sempre
Não sei
Quero fugir, mas para onde?
Para ti
Só para ti
Somente para ti

segunda-feira, novembro 20, 2006

Mentir. Não faço mais que mentir. Minto-te a ti, pior, vou mentindo a mim mesmo.
Sei que pouco falta para te ter, sinto-o e vou conversando comigo, com aquilo que penso ser eu, em tudo o que quero, tudo o que sinto, tudo o que desejo. Não passam de mentiras vãs. Mentiras aliadas ao prazer de mentir, ao desgosto de não acreditar naquilo que fez de mim quem eu sou, quem eu sempre quis ser.
Tens tudo o que porventura aspiro, e ainda assim não consigo encontrar um caminho para te dizer que doravante te quero abraçar, quero colher os frutos de uma primavera efémera como esta que agora dispomos.
E vou mentindo.
Falo de trivialidades, só para relegar aquilo que é verdadeiramente importante para um depois que talvez não deixe de ser um nunca.
Quiçá esteja a desistir mesmo antes de começar, mas prefiro iludir-me pensando que ontem era eu, que amanhã serei eu uma vez mais.
Ontem não fui ninguém, amanhã sem ti não passarei de uma outra mentira.